Rio Paranapanema, onde tudo começou!!!
- Flávia Gomes Mourão

- 3 de out. de 2025
- 2 min de leitura
Se vamos falar de Turismo Regional e, em especial a Região de Angra Doce, então temos que falar do Rio Paranapanema que “liga tudo isso aqui”!
Grande parte das cidades da região tiveram o mesmo início: primeiro chegaram os índios pelo Caminho de Peabiru (antiga rede de trilhas pré-coloniais que atravessava o interior da América do Sul, ligando o oceano Atlantico até o Pacífico), depois vieram os bandeirantes. Com a expansão agrícola, chegaram os imigrantes europeus e asiáticos. E todo mundo chegou beirando o rio.

A cultura do café trouxe os fazendeiros e, consequentemente, o dinheiro para o desenvolvimento da região.
Naquela época, o Paranapanema, que em linguagem tupi-guarani significa rio ruim, era um rio difícil de navegar, com muitas corredeiras (como as que vemos em Pirajú) o que dificultava a “subida dos peixes”” e sua navegação.
Mas, nas décadas de 1940-1970 começaram os projetos de usinas de hidrelétricas (Jurumirim, Chavantes, Canoas e Capivara) que mudaram a paisagem criando-se “lagos imensos” com praias deslumbrantes.
Ainda em 1970, o Governo do Estado de São Paulo promulgou o Decreto-Lei nº195-A que proibiu o despejo de efluentes das redes de esgoto e os resíduos líquidos das indústrias nos Rios do Estados. Dizem que esta Lei foi aprovada devido a uma luta da região pois uma grande indústria de celulose iria se instalar na região e iria poluir o Rio.

Eu não posso afirmar se é verdade essa história, porém, a Região foi protegida e não temos indústrias poluidoras perto do Rio sendo esse considerado um dos mais limpos e despoluído do Estado.
Hoje, as belezas naturais do entorno do Rio possibilitam a pesca esportiva, sendo a espécie tucunaré a mais conhecida mas pesca-se corvina, pintado, pacu e traíra.
As águas claras e azuladas do Rio atraem os jet-skis, as lanchas e, para os mais corajosos, a prática do stand up paddle.
Com entradas “oficiais” no Rio através do Camping de Ipaussu, no Redondo de Timburí, Camping Prainha da cachoeira em Ribeirão Claro, Camping Pedrinha ou na Prainha em Pirajú, entre outros, a região também contempla resorts e hotéis “pé na areia” como o Ilha Verde Itararé em Barão de Antonina e os Resorts de padrão internacional Tayayá e Blue Tree Daj Resort e Marina.

Não podemos esquecer da Gastronomia com restaurantes com vista para o Rio como o Recanto da Cascata e o Restaurante Pedra do Índio ambos em Ribeirão Claro.
Tudo isso cercado de áreas de Mata Atlântica pois a Região consegue equilibrar o Turismo com a Sustentabilidade.
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