AS EMOÇÕES E SENTIMENTOS QUE SÃO DISPERTADAS NA ÉPOCA DO NATAL
- Mayara Rissato

- 20 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
Por que o Natal desperta tristeza e ansiedade em muitas pessoas?

O Natal é culturalmente associado à alegria, união familiar, amor e celebração. Luzes, músicas, confraternizações e mensagens de esperança tomam conta dos ambientes. No entanto, para muitas pessoas, esse período desperta sentimentos opostos: tristeza profunda, ansiedade, solidão e até um desconforto que elas mesmas não conseguem explicar. Mas por que isso acontece?
O peso das expectativas emocionais
Um dos principais fatores emocionais do Natal é a expectativa social. Existe uma ideia quase obrigatória de que todos devem estar felizes, realizados e cercados
de pessoas queridas. Quando a realidade interna ou externa não corresponde a esse “modelo ideal”, surge um sentimento de inadequação, frustração e culpa.
Quem está passando por luto, separações, conflitos familiares, dificuldades financeiras ou fases de transição pessoal pode sentir o Natal como um lembrete doloroso do que foi perdido ou do que ainda não foi alcançado.
Memórias e feridas emocionais ativadas
O Natal também é um poderoso gatilho emocional. Ele resgata memórias da infância, da família e de experiências passadas. Para algumas pessoas, essas lembranças são afetivas e acolhedoras. Para outras, estão associadas a rejeição, abandono, brigas familiares, traumas ou carência emocional.
Mesmo que a pessoa não tenha consciência disso, o corpo e o inconsciente reagem, gerando tristeza, angústia, ansiedade e um sentimento de vazio difícil de explicar.
A solidão que se intensifica
Durante o Natal, a solidão costuma ficar mais evidente. Quem vive sozinho, está distante da família ou sente que não pertence a nenhum grupo pode perceber essa ausência de forma mais intensa. A comparação com imagens de famílias “perfeitas” nas redes sociais reforça o sentimento de isolamento e pode afetar a autoestima e o bem-estar emocional.
Ansiedade, cansaço e sobrecarga
Além do lado emocional, há também a sobrecarga física e mental: compromissos, gastos extras, cobranças sociais, organização de encontros,
expectativas de agradar a todos. Tudo isso pode aumentar os níveis de ansiedade, estresse e exaustão, especialmente em pessoas que já lidam com ansiedade ou depressão ao longo do ano.
O lado positivo emocional do Natal
Apesar dos desafios, o Natal também pode ser um período de cura emocional, reflexão e reconexão. Para muitas pessoas, ele desperta sentimentos de gratidão, esperança, solidariedade e amor. É um momento que convida ao olhar interno, ao perdão, à reconciliação e ao cuidado com o outro e consigo mesmo.
Quando vivido com menos cobranças e mais autenticidade, o Natal pode fortalecer vínculos, estimular a empatia e trazer conforto emocional.
A importância de acolher os sentimentos
Sentir tristeza ou ansiedade no Natal não significa ingratidão, fraqueza ou falta de espiritualidade. Significa apenas que somos humanos, com histórias, dores e emoções únicas. O mais importante é acolher esses sentimentos sem julgamento, respeitar os próprios limites e buscar apoio quando necessário.
O Natal não precisa ser perfeito. Ele pode ser verdadeiro. E, muitas vezes, o maior presente é permitir-se sentir, cuidar de si e compreender que cada pessoa vive esse período de uma forma diferente




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