Mona Lisa: suas histórias e mistérios
- Glaucio Rosin

- 15 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Poucas obras de arte no mundo exercem tanto fascínio quanto a Mona Lisa. Pintada por Leonardo da Vinci entre 1503 e 1506 — e talvez retocada por anos depois —, o retrato de uma mulher de olhar sereno e sorriso enigmático tornou-se o símbolo máximo do Renascimento e da genialidade humana. Mas, além de sua beleza e perfeição técnica, a Mona Lisa carrega uma aura de mistério alimentada por curiosidades, teorias e até crimes que a transformaram em uma verdadeira lenda.

O sorriso que desafia séculos
O primeiro enigma começa justamente no rosto da modelo. Seu sorriso — ambíguo e quase mutável — parece mudar conforme o ângulo e a luz. Pesquisadores já tentaram explicar o fenômeno: estudos da Universidade de Sheffield sugerem que Da Vinci aplicou uma técnica chamada sfumato, misturando camadas finíssimas de tinta e sombra para criar uma ilusão óptica. O resultado é uma expressão que oscila entre a alegria e a serenidade, provocando no observador uma sensação de inquieta admiração.

Mas quem foi, afinal, a mulher retratada?
A hipótese mais aceita é que se trata de Lisa Gherardini, esposa do comerciante florentino Francesco del Giocondo — daí o nome italiano La Gioconda. Outras teorias, no entanto, sustentam que seria um autorretrato de Da Vinci em versão feminina, uma musa idealizada ou até mesmo uma mistura de vários rostos.
O roubo que a tornou uma estrela mundial
Curiosamente, a Mona Lisa só se tornou um ícone global depois de ser… roubada. Em 21 de agosto de 1911, o pintor italiano Vincenzo Peruggia, que trabalhava no Museu do Louvre, escondeu-se dentro do museu durante a noite e levou o quadro consigo, escondendo-o sob o casaco. O roubo chocou o mundo. Paris entrou em pânico, e jornais de vários países noticiaram o desaparecimento da pintura. Entre os suspeitos estavam até Pablo Picasso e o poeta Guillaume Apollinaire!

A obra foi recuperada apenas dois anos depois, em 1913, quando Peruggia tentou vendê-la a um antiquário em Florença. Seu argumento? Queria “devolver” a pintura à Itália, pois acreditava que fora roubada por Napoleão — um erro histórico. O episódio, no entanto, catapultou a Mona Lisa à fama mundial.
Ataques, mitos e teorias conspiratórias
Desde então, a “Mona Lisa” sobreviveu a ataques e teorias malucas. Em 1956, foi atingida por ácido e, meses depois, por uma pedra, que danificou levemente uma parte do cotovelo. Em 2009, uma turista russa lançou uma xícara contra o vidro blindado que protege a obra.
Há também quem veja na pintura códigos secretos, mensagens ocultas e até ligações com sociedades misteriosas. O escritor Dan Brown explorou essas ideias em “O Código Da Vinci” , o que reacendeu o interesse popular pela obra e sua simbologia — do sorriso “oculto” ao fundo paisagístico que parece mudar de perspectiva.
Uma obra viva
Hoje, a Mona Lisa repousa no Museu do Louvre, em Paris, protegida por uma redoma à prova de balas e cercada por multidões diárias de visitantes. Estima-se que mais de 10 milhões de pessoas por ano vão ao museu apenas para vê-la — muitas vezes, por poucos segundos.

Apesar da distância, seu magnetismo permanece. Talvez porque a Mona Lisa não seja apenas uma pintura, mas um espelho da própria humanidade: enigmática, contraditória e eterna.




Gratidão pelas fotos lindas!