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OQUE FAZ UM COMPUTADOR SER GAMER – PLACAS DE VÍDEO

Em continuação ao artigos anterior, buscando explicar para aqueles que nada entendem a respeito da diferença entre um computador normal e um PC gamer, caso você mesmo pretenda ter um ou deseja presentear um filho, antes de adquirir sugiro a leitura do artigo anterior e também dos próximos para não ser engando por um vendedor ou anúncio que diz uma coisa e vende outra! Buscando usar linguagem simples pretendo levar muitos a iniciarem a viagem neste mundo de jogos com belos gráficos e buscando uma excelente jogabilidade.


Dando continuidade aos artigos anteriores, um dos mais importantes hardwares para um PC Gamer é a placa de vídeo! Nela a magia acontece e são realizados milhões de cálculos por segundo para que seja oferecida a melhor qualidade de imagem possível.



Antes de falar especificamente dela precisamos entender dois conceitos muitos importantes para um gamer, o FPS (a taxa de quadros definida pela abreviação de frames por segundo) e a resolução que é definida pela quantidade de pixels (pontos na tela).


A mesma imagem, com pouca DPI (à esquerda) e muita DPI (direita)
A mesma imagem, com pouca DPI (à esquerda) e muita DPI (direita)

Inicialmente, nos idos de mil novecentos e lá vai bolinha, as resoluções nativas de um PC 386 eram de 640 x 480 pixels, posteriormente foram se tornando cada vez melhores, 800x 600 e a cada geração aumentando de forma que os pixels fossem reduzindo de tamanho e em um mesmo espaço coubessem mais pixels, surgindo então a expressão DPI (referente a quantidade de pixels por polegada).


Pixel é a unidade luminosa com que a Placa de Vídeo trabalha, então quanto maior você quer que seja a resolução de um jogo, com mais pixels ela vai precisar trabalhar. E ela o faz gerando quadros por segundo, que seria então o “framerate’ (taxa de quadros) que trouxe a vida outra importante requisição de um jogador, o FPS.


Assim, a escolha de uma boa placa precisa se adequar aos requisitos dos jogos, para poderem ser ‘rodados’ com a melhor qualidade gráfica possível. Uma placa muitas vezes limita a resolução (DPI com que trabalha) para conseguir um maior framerate (taxa de quadros). Alguns jogos portando, possuem um modo de escolha onde você opta por “qualidade” ou por “desempenho”, deixando a taxa de quadros maior, tornando ele mais fluído, porém sem menos recursos gráficos como resolução ou sombreamento, por exemplo.


Há jogos inclusive que exigem tanto de uma máquina que para serem jogados com qualidade máxima são limitados a uma taxa de 30 quadros por segundo (algo próximo do que os filmes no cinema nos apresentam).

           

Então, o FPS (taxa de quadros por segundo) e capacidade de como vai trabalhar com os bits individualmente (resoluções com que trabalha) são os pontos principais na hora de escolher uma boa placa.



Ano após ano novas tecnologias surgem para tornar os jogos mais realistas e resolução não é tudo. A iluminação e sombreamento é outra chave para o maior realismo, surgindo então a tecnologia de vídeo chamada de Ray Tracing (traçado de raios) que precisam de muitos núcleos, memória e poder de processamento para serem calculados e utilizados na composição da imagem. Ela permite que reflexos e sombreados sejam mais próximos do que as leis da física nos proporcionam, gerando por exemplo reflexos realistas em vidros ou texturas de objetos na imagem.

 

Para diferenciar a placas de vídeo capazes de trabalhar com esta tecnologia a Nvídia, responsável pelas placas tradicionais placas Geforce, nomeiam elas com as iniciais ‘RTX’ como a ‘RTX 5090’ que chega a ter um valor próximo de uma, algo em torno de 20 mil reais, nos dias atuais.


E é por isto que normalmente os PCs gamers mais vendidos atualmente são de gerações anteriores, com preços que caíram devido ao lançamento desta nova obra de arte da tecnologia.


A cada geração as placas de vídeo encontram um maior número de núcleos e memória dedicada ultra veloz.


Como toda concorrência faz bem a AMD (sim a mesma concorrente da Intel nos processadores) adentrou a este mercado criou suas próprias placas e tecnologias para competir em pé de igualdade com a Nvídia nomeando-as de ‘Radeon’ como a Radeon RX 7900 XTX concorrente atual da já citada RTX 5090.


“Preciso saber muita coisa para escolher! Meu Deus!” - você deve estar pensando. Mas não precisa se preocupar pois da mesma forma como ocorre com os processadores podemos ser auxiliados por um site para realizarmos uma boa compra. Elas também possuem os benchmarks (explicados no artigo anterior) e assim a pontuação nos leva boas escolhas de custo benefício, procurando adquirir a mais potente ao alcance de nossos bolsos.


O site https://www.cpubenchmark.net é como um grande amigo na hora de apontar as melhores e piores placas de vídeo (vídeo cards como diria o site) no mercado, de forma a nos ajudar a não comprar gato por lebre. 



 Mesmo estando em inglês ainda é muito fácil de usar de forma a inclusive nos permitir comparação entre elas, e pela pontuação livrar a muitos da necessidade de saber muitos detalhes ou dominar um amplo conhecimento de informática.


A cada geração não somente a quantidade de núcleos e a memória aumentam mas também novas tecnologias de como elas trabalham com os pixels, e isto é também feito em conjunto com os desenvolvedores para que tanto softwares e jogos possam aproveitar bem os recursos de cada uma, tornando os mais ‘otimizados’.


A palavra otimização é inclusive importante para todos que desejam ser jogadores e saibam a importância das atualizações que são sempre baixadas para eles.


Quando um jogo sai ele pode não estar ‘rodando lisinho’ para alguma plataforma (PC, Xbox, Playstation, etc) e então as desenvolvedoras lançam correções e até novas implementações que precisam ser instaladas. Tornar o jogo mais fluído portanto seria uma otimização.


Outra forma de otimização é quando um jogo de uma geração mais antiga recebe melhorias no processamento.


Já quando um jogo é refeito utilizando-se totalmente das novas tecnologias atuais podemos chamar ele de ‘remake’, como por exemplo um bem conhecido que este ano já foi muito celebrado: Metal Gear Solid Delta, da Konami.


Podem ser refeitos inclusive modificando as texturas, a movimentação e forma de controle do personagem, ficando muitas vezes melhor em todos os aspectos ou infelizmente aquém do esperado. Algumas vezes inclusive são feitas novas versões sem praticamente nada de mudanças perceptíveis no entanto uma forma da empresa ganhar dinheiro com a venda desta nova versão. Isso ocorreu com os antigos GTAs por exemplo.


Assim, placas de vídeo trazem cada vez mais capacidade de imersão aos jogadores, trazendo maior realidade tanto quando ao ambiente e efeitos como também ao próprio personagem, com detalhes que beiram o realismo.


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