Vinhos de Verão: frescor, leveza e prazer à mesa
- Flávia Gomes Mourão

- há 2 dias
- 3 min de leitura
Quando pensamos em vinho, muitas vezes imaginamos jantares sofisticados ou harmonizações elaboradas. Mas existe uma categoria que foge dessa formalidade: os chamados vinhos de verão. Eles não são uma definição técnica, mas sim cultural, e se referem a rótulos que, por suas características, se tornam ideais para dias quentes, encontros ao ar livre e refeições leves. Mais do que uma bebida, são um convite ao convívio e à celebração simples da vida.

Brancos jovens e aromáticos, com notas cítricas, florais ou tropicais, são sempre protagonistas nessa estação. Rosés delicados, com toques de frutas vermelhas frescas, também conquistam espaço por sua versatilidade. Espumantes, sejam brut, demi-sec ou moscatel, trazem borbulhas festivas e refrescância imediata. Até os tintos podem entrar na lista, desde que sejam leves, como Pinot Noir ou Gamay, servidos levemente resfriados.
A harmonização desses vinhos é quase intuitiva. Saladas frescas pedem brancos cítricos ou rosés suaves. Frutos do mar e peixes grelhados combinam com espumantes ou brancos minerais. Queijos leves, como burrata ou mozzarella, ficam perfeitos com rosés. Carnes brancas, como frango ou peru, harmonizam com tintos leves e refrescados. E para sobremesas com frutas, nada melhor que espumantes moscatéis ou moscatéis demi-sec.
Na Europa, especialmente em regiões mediterrâneas, o consumo de vinhos leves no verão é tradição. Em Portugal, o vinho verde é praticamente sinônimo de frescor estival. Na Espanha, a sangria é uma versão festiva que mistura vinho, frutas e especiarias. No Brasil, com nosso clima predominantemente quente, os vinhos de verão encontram terreno fértil. Vinícolas nacionais têm investido em espumantes e brancos aromáticos que conquistam cada vez mais espaço nas mesas e nas praias.

Para aproveitar melhor, é importante observar a temperatura de serviço: brancos e rosés entre 8 e 12°C, espumantes entre 6 e 8°C e tintos leves entre 12 e 14°C. Taças menores ajudam a manter a temperatura e concentrar aromas. E quanto às ocasiões, não há regras: piqueniques, churrascos leves, almoços de domingo ou festas ao ar livre são cenários perfeitos.
Brindes de Verão: três receitas para refrescar
- *Sangria Clássica*: feita com vinho tinto jovem, frutas frescas (laranja, limão, maçã), licor de laranja, açúcar, água com gás e bastante gelo. Basta macerar as frutas com o açúcar e o licor, adicionar o vinho e completar com água com gás. Servida bem gelada, harmoniza com tapas espanholas, frutos do mar, queijos suaves e sobremesas com frutas.

- *Bellini Clássico*: um coquetel delicado que mistura espumante brut gelado com purê de pêssego. Coloque o purê no fundo da taça flute, complete com o espumante e mexa suavemente. Decore com uma fatia de pêssego. Harmoniza com bruschettas, carpaccio de salmão, burrata com rúcula e sobremesas leves como panna cotta.

- *French 75*: elegante e sofisticado, combina gin, suco de limão e xarope de açúcar, finalizado com espumante brut bem gelado. Basta bater os ingredientes cítricos com gelo na coqueteleira, coar em taça flute e completar com espumante. Decore com casca de limão. Harmoniza com ostras frescas, saladas de frutos do mar, queijos de cabra suaves e entradas delicadas como vol-au-vent de camarão.

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Mais do que técnica, os vinhos de verão são sobre descomplicar. São vinhos que convidam ao convívio, à mesa leve e colorida, ao prazer de brindar sem cerimônia. Uma taça bem gelada, acompanhada de pratos frescos, transforma qualquer refeição em celebração. Ao brindar com uma sangria, um Bellini ou um French 75, celebramos não apenas o sabor, mas também a simplicidade e a alegria dos encontros.




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